O que muda para os beneficiários de planos de saúde
A partir de 1º de setembro, os planos de saúde no Brasil terão de oferecer cobertura para o Implanon, implante contraceptivo indicado para mulheres de 18 a 49 anos. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em reunião da Diretoria Colegiada.
Relação com o SUS e a legislação
A medida segue a regra de que tecnologias incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser incluídas no rol obrigatório dos planos de saúde em até 60 dias. No início de julho, o Ministério da Saúde já havia anunciado a oferta do Implanon na rede pública após aprovação da Conitec.
Distribuição do Implanon pelo SUS
Segundo o Ministério da Saúde, até 2026 serão disponibilizados 1,8 milhão de implantes, sendo 500 mil apenas em 2025. O governo prevê investimento de aproximadamente R$ 245 milhões, considerando que o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil no mercado.
Como funciona o Implanon
O Implanon é um bastão flexível aplicado sob a pele do braço, com anestesia local. Ele libera o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e dificulta a entrada dos espermatozoides.
Duração: até 3 anos.
Eficácia: 99,95%, uma das maiores entre os métodos contraceptivos.
Fertilidade: retorna logo após a retirada.
Vantagens do Implanon em comparação a outros métodos
Ao contrário da pílula anticoncepcional, o Implanon plano de saúde não depende da lembrança diária da paciente, o que reduz as chances de falha. Atualmente, entre os métodos de longa duração oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre estava disponível.
Um avanço para a saúde da mulher
A inclusão do Implanon nos planos de saúde representa um avanço importante para ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração. Essa mudança fortalece a autonomia da mulher no planejamento familiar e amplia as opções para quem busca segurança e praticidade.
Fonte: EXTRA



