A certificação oncológica ANS foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como parte do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde. O objetivo é elevar a qualidade do cuidado oncológico nos planos de saúde, oferecendo atendimento mais ágil, integrado e humanizado para pacientes com câncer.
Além disso, o novo manual estabelece diretrizes e critérios técnicos que as operadoras de planos de saúde deverão cumprir para conquistar a certificação, reforçando o compromisso com um tratamento mais qualificado e eficaz.
Avanço na atenção oncológica
A iniciativa representa um passo importante para aprimorar o atendimento aos pacientes na saúde suplementar. Dessa forma, a rede assistencial deverá se reorganizar com foco em:
criação de fluxos ágeis no atendimento (fast track);
integração de equipes multiprofissionais;
rastreamento estruturado;
melhoria da comunicação com os beneficiários, inclusive com ações de letramento em saúde.
Cânceres priorizados
Inicialmente, cinco tipos de câncer foram definidos como prioritários pela certificação oncológica ANS: mama, colo do útero, próstata, pulmão e cólon e reto. Essa escolha reflete sua alta incidência no Brasil. Portanto, o programa busca reduzir a fragmentação dos serviços, que frequentemente causa atrasos no diagnóstico e no início do tratamento.
Paciente no centro do cuidado
De acordo com Carla Soares, diretora-presidente interina da ANS, a certificação fortalece a qualidade do atendimento sem alterar os direitos já garantidos aos beneficiários. Nesse sentido, ela reforça: “O câncer é uma doença em crescimento no mundo todo, e esta medida reforça o papel da ANS como indutora de boas práticas no setor.”
Maurício Nunes, diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência, complementa que o foco é colocar o paciente no centro da jornada. “Queremos diagnósticos mais rápidos, equipes integradas e tratamentos mais humanizados. O objetivo é que o beneficiário perceba, na prática, essa transformação”, explicou.
Critérios da certificação
Para conquistar o selo, as operadoras precisam apresentar planejamento técnico consistente e implantar ao menos duas Linhas de Cuidado entre os cinco cânceres priorizados. Assim, os critérios, baseados em evidências científicas, abrangem todas as etapas do cuidado: da prevenção e do diagnóstico precoce até os cuidados paliativos.
Entre os avanços esperados estão:
maior foco na prevenção e no rastreamento estruturado;
atuação integrada de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais;
protocolos clínicos bem definidos para agilizar exames e início do tratamento;
oferta qualificada de cuidados paliativos quando necessários.
Uma resposta às necessidades dos pacientes
A certificação oncológica ANS surge como resposta concreta à necessidade de oferecer tratamentos mais rápidos, organizados e acolhedores para pacientes oncológicos atendidos por planos de saúde. Por fim, o Manual será publicado em breve no Diário Oficial da União e divulgado oficialmente pela Agência.
Fonte: GOV.BR



