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Novembro Azul: prevenção, diagnóstico precoce e coberturas garantidas pelos planos de saúde

O mês de novembro é dedicado à campanha Novembro Azul, movimento global de conscientização sobre o câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil. A GPF Saúde reforça a importância da informação, do cuidado contínuo e do diagnóstico precoce, especialmente para beneficiários de planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca que a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e lembra que o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde prevê uma série de exames e terapias voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

O que o plano de saúde deve cobrir?

Entre as tecnologias e procedimentos garantidos estão:

  • Exames de sangue (PSA)
    Fundamental para avaliar alterações na próstata em fases iniciais.

  • Toque retal
    Realizado em consulta médica e importante para investigação complementar.

  • Biópsias e ultrassonografias
    Utilizados para confirmação diagnóstica e avaliação clínica.

  • Cirurgias e procedimentos reparadores
    Incluindo recursos para reabilitação.

  • Tratamentos oncológicos
    Como quimioterapia, radioterapia e terapia antineoplásica oral, conforme indicações clínicas.

Beneficiários podem consultar, a qualquer momento, a lista completa de coberturas na ferramenta oficial da ANS, O que o seu plano de saúde deve cobrir?

Sintomas que merecem atenção

O câncer de próstata pode ser silencioso em sua fase inicial. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem:

  • dificuldade para urinar;

  • jato urinário fraco ou interrompido;

  • aumento da frequência urinária;

  • sangue na urina;

  • dor na região pélvica;

  • disfunção erétil.

Segundo o INCA, o Brasil pode registrar aproximadamente 72 mil novos casos da doença entre 2023 e 2025, reforçando a necessidade de atenção aos sinais e consultas regulares.

Quem deve fazer o rastreamento?

O rastreamento é indicado, principalmente, para:

  • homens a partir de 45 anos com fatores de risco;

  • homens a partir de 50 anos sem fatores de risco.

A decisão deve ser tomada em conjunto com o médico, considerando histórico familiar, idade e condições gerais de saúde. Quando identificada alguma alteração nos exames, a confirmação é realizada por meio de biópsia.

Prevenção: hábitos que fazem diferença

Embora tenha causas multifatoriais, a adoção de um estilo de vida saudável ajuda a reduzir o risco da doença. O Ministério da Saúde recomenda:

  • Alimentação equilibrada: rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menor consumo de gorduras animais.

  • Atividade física regular: pelo menos 30 minutos diários.

  • Peso adequado: manter o IMC dentro da faixa saudável.

  • Evitar álcool e tabaco.

Essas medidas contribuem para a saúde geral e potencialmente reduzem o risco de desenvolver câncer de próstata.

Tratamento: abordagem individualizada

O tratamento depende do estágio da doença e do perfil clínico do paciente, podendo envolver:

  • cirurgia;

  • radioterapia;

  • hormonioterapia;

  • quimioterapia;

  • terapias combinadas.

O acompanhamento multidisciplinar e a escolha do plano terapêutico são fundamentais para garantir melhores resultados.

Qualificação dos serviços oncológicos

A ANS também promove melhorias na assistência oncológica por meio da Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica – OncoRede, que incentiva:

  • diagnóstico mais ágil;

  • coordenação do cuidado;

  • atendimento mais humanizado;

  • melhores experiências para os pacientes.

O câncer de próstata é um dos cinco tipos priorizados pelo programa, reforçando a importância de rede assistencial mais preparada.

Fonte: ANS

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