Pacientes diagnosticados com mielofibrose, um tipo raro de câncer do sangue, passam a contar com uma nova opção de tratamento garantida pelos planos de saúde.
Em sua primeira reunião colegiada de 2026, realizada em 26 de janeiro, a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão do Momelotinibe no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.
Para quem o medicamento é indicado?
O Momelotinibe foi incorporado para o tratamento de pacientes adultos com mielofibrose de risco intermediário ou alto, incluindo:
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Mielofibrose primária
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Mielofibrose pós-policitemia vera
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Mielofibrose pós-trombocitemia essencial
A indicação contempla especialmente pacientes que apresentam anemia, condição comum associada à doença.
O que é a mielofibrose?
A mielofibrose é uma doença rara em que a medula óssea vai sendo substituída por tecido fibroso, prejudicando a produção normal das células do sangue. Isso pode causar anemia, fadiga intensa, aumento do baço e outras complicações graves.
Processo de aprovação
O medicamento passou por todas as etapas regulatórias exigidas pela ANS, incluindo:
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45ª Reunião Técnica da Cosaúde (outubro/2025)
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2ª Reunião Técnica Extraordinária da Cosaúde (janeiro/2026)
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Consulta Pública nº 163
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Audiência Pública nº 61
Esses processos garantem transparência e avaliação técnica criteriosa antes da incorporação de novas tecnologias ao Rol.
Quando passa a ser obrigatório?
O Momelotinibe será incluído no grupo “Terapia Antineoplásica Oral para Tratamento do Câncer” e terá cobertura obrigatória pelos planos de saúde a partir de 2 de março de 2026.
Sobre o Rol da ANS
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde reúne os tratamentos, exames, terapias e cirurgias que devem ser obrigatoriamente oferecidos aos beneficiários de planos de saúde, conforme as doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte: ANS



