Motivos mais comuns para a negativa de medicamentos pelos planos de saúde
Em tratamentos graves, crônicos ou oncológicos, muitos pacientes dependem de medicamentos caros ou importados. No entanto, tanto o SUS quanto os planos de saúde costumam negar o fornecimento, com justificativas como:
1. Medicamentos fora do rol da ANS
Planos alegam que o medicamento não está na lista da ANS, mas a Lei 14.454/2022 determina que o rol é apenas uma referência. Se o remédio for prescrito por médico, tiver eficácia comprovada e tratar doença listada na CID, deve ser fornecido. Caso haja negativa, é possível acionar a Justiça e conseguir uma liminar em poucos dias.
2. Medicamentos off label
São remédios usados para doenças diferentes daquelas previstas na bula. Mesmo nesses casos, havendo prescrição médica, os planos devem oferecer. Negativas podem ser contestadas judicialmente, principalmente se houver relatório médico explicando os benefícios do uso alternativo.
3. Medicamentos importados
Por regra, planos e União não são obrigados a fornecer remédios sem registro na Anvisa. Porém, há exceções, como:
- Doenças raras ou ultra raras;
- Medicamento registrado em agências reguladoras internacionais de renome;
- Ausência de substituto terapêutico no Brasil.
Decisões recentes ampliaram o entendimento para que, nesses casos, os planos também possam ser obrigados a custear os medicamentos.
Pacientes que tiverem medicamentos negados não devem desistir. Com prescrição médica e orientação jurídica, é possível reverter negativas e garantir o tratamento necessário.




