Artigo14 de novembro de 2025

Novembro Azul: prevenção, diagnóstico precoce e coberturas garantidas pelos planos de saúde

Novembro Azul: prevenção, diagnóstico precoce e coberturas garantidas pelos planos de saúde

O mês de novembro é dedicado à campanha Novembro Azul, movimento global de conscientização sobre o câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil. A GPF Saúde reforça a importância da informação, do cuidado contínuo e do diagnóstico precoce, especialmente para beneficiários de planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) destaca que a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e lembra que o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde prevê uma série de exames e terapias voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

O que o plano de saúde deve cobrir?Entre as tecnologias e procedimentos garantidos estão:

Exames de sangue (PSA)Fundamental para avaliar alterações na próstata em fases iniciais.

Toque retalRealizado em consulta médica e importante para investigação complementar.

Biópsias e ultrassonografiasUtilizados para confirmação diagnóstica e avaliação clínica.

Cirurgias e procedimentos reparadoresIncluindo recursos para reabilitação.

Tratamentos oncológicosComo quimioterapia, radioterapia e terapia antineoplásica oral, conforme indicações clínicas.

Beneficiários podem consultar, a qualquer momento, a lista completa de coberturas na ferramenta oficial da ANS, O que o seu plano de saúde deve cobrir?

Sintomas que merecem atençãoO câncer de próstata pode ser silencioso em sua fase inicial. Quando os sintomas aparecem, os mais comuns incluem:

dificuldade para urinar;

jato urinário fraco ou interrompido;

aumento da frequência urinária;

sangue na urina;

dor na região pélvica;

disfunção erétil.

Segundo o INCA, o Brasil pode registrar aproximadamente 72 mil novos casos da doença entre 2023 e 2025, reforçando a necessidade de atenção aos sinais e consultas regulares.

Quem deve fazer o rastreamento?O rastreamento é indicado, principalmente, para:

homens a partir de 45 anos com fatores de risco;

homens a partir de 50 anos sem fatores de risco.

A decisão deve ser tomada em conjunto com o médico, considerando histórico familiar, idade e condições gerais de saúde. Quando identificada alguma alteração nos exames, a confirmação é realizada por meio de biópsia.

Prevenção: hábitos que fazem diferençaEmbora tenha causas multifatoriais, a adoção de um estilo de vida saudável ajuda a reduzir o risco da doença. O Ministério da Saúde recomenda:

Alimentação equilibrada: rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menor consumo de gorduras animais.

Atividade física regular: pelo menos 30 minutos diários.

Peso adequado: manter o IMC dentro da faixa saudável.

Evitar álcool e tabaco.

Essas medidas contribuem para a saúde geral e potencialmente reduzem o risco de desenvolver câncer de próstata.

Tratamento: abordagem individualizadaO tratamento depende do estágio da doença e do perfil clínico do paciente, podendo envolver:

cirurgia;

radioterapia;

hormonioterapia;

quimioterapia;

terapias combinadas.

O acompanhamento multidisciplinar e a escolha do plano terapêutico são fundamentais para garantir melhores resultados.

Qualificação dos serviços oncológicosA ANS também promove melhorias na assistência oncológica por meio da Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica – OncoRede, que incentiva:

diagnóstico mais ágil;

coordenação do cuidado;

atendimento mais humanizado;

melhores experiências para os pacientes.

O câncer de próstata é um dos cinco tipos priorizados pelo programa, reforçando a importância de rede assistencial mais preparada.

Fonte: ANS