Notícias02 de fevereiro de 2026

Plano de saúde obtém decisão judicial para suspender reembolsos após indícios de fraude em atendimentos fisioterapêuticos

Plano de saúde obtém decisão judicial para suspender reembolsos após indícios de fraude em atendimentos fisioterapêuticos

A operadora de saúde SulAmérica identificou indícios de fraude em pedidos de reembolso relacionados a sessões de fisioterapia realizadas no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, após auditoria interna conduzida pela seguradora.

De acordo com as informações apresentadas, a profissional investigada teria faturado aproximadamente R$ 120 mil junto à operadora. Em uma amostra de 119 solicitações de reembolso analisadas, foram identificadas irregularidades em cerca de R$ 26,1 mil, representando mais de 20% dos pedidos avaliados.

Entre os indícios apontados estão comprovantes bancários não reconhecidos pela instituição financeira emissora e sinais de que os atendimentos não teriam sido previamente pagos pelos beneficiários, com quitação ocorrendo apenas após o recebimento do reembolso do plano de saúde.

Diante dos fatos, a operadora ingressou com notícia-crime e ação judicial. Em decisão liminar proferida pela 8ª Vara Cível e Comercial, o juízo reconheceu a presença de elementos que indicariam a probabilidade de um esquema voltado à obtenção de reembolsos indevidos, por meio da simulação de tratamentos e da utilização de documentação falsa.

A Justiça determinou que a profissional se abstenha de emitir recibos, notas fiscais ou quaisquer documentos destinados à instrução de pedidos de reembolso de beneficiários da operadora, além de autorizar o plano de saúde a negar solicitações relacionadas a atendimentos atribuídos à investigada.

Em nota, a SulAmérica informou que adota políticas rigorosas de prevenção e combate a fraudes, utilizando tecnologias como inteligência artificial, análises automatizadas e equipes especializadas em auditoria, além de colaborar com as autoridades competentes para a apuração dos fatos.

O caso reforça a importância dos mecanismos de compliance, auditoria e controle no setor da saúde suplementar, bem como da atuação preventiva das operadoras para a preservação do equilíbrio do sistema e da boa-fé contratual.

Fonte: CQCS